Onde o Tejo se aperta: Vila Velha de Ródão

Vila Velha de Ródão é marcada pelas Portas de Ródão, uma garganta onde escarpas com cerca de 170 metros apertam o Tejo a apenas 45 metros. Descubra a maior colónia de grifos do país, a arte rupestre do Vale do Tejo, as explorações de ouro romanas e o Castelo do Rei Wamba.

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Vila Velha de Ródão é marcada pelas Portas de Ródão, uma impressionante garganta onde o Tejo atravessa a crista quartzítica entre as serras das Talhadas e do Perdigão. Escarpas com cerca de 170 metros de altura estreitam o rio a apenas 45 metros, formando duas "portas" naturais, uma em cada margem. Classificadas como Monumento Natural em 2009 e um dos geomonumentos do Geopark Naturtejo, são habitat da maior colónia de grifos do país, e aqui podem observar-se 116 espécies de aves, entre elas a cegonha-preta, o milhafre-real, o abutre-preto e a águia-perdigueira. As margens do rio atraíram populações humanas desde muito cedo. O complexo de Arte Rupestre do Vale do Tejo reúne gravuras pré-históricas de animais, figuras humanas, astros e símbolos geométricos em cerca de 1500 rochas ao longo de uns 40 km do rio, hoje na maioria submersas pelas albufeiras de Fratel e Cedilho; o centro de interpretação local sugere que as Portas de Ródão poderiam ter sido uma espécie de eixo do mundo para os povos que as gravaram. Os romanos exploraram aqui cobre e ouro de aluvião, deixando amontoados de calhaus rolados conhecidos como conheiras, e estacionaram tropas junto ao rio. Sobre a garganta ergue-se o Castelo do Rei Wamba, que a tradição oral associa ao rei visigodo Wamba, embora se acredite que remonte à ocupação muçulmana. A torre de vigia foi erguida nos séculos XII e XIII por indicação dos Templários, ligada à doação da Açafa à Ordem do Templo por D. Sancho I, em 1199, para vigiar a fronteira do Tejo. Nos séculos XVIII e XIX serviu de base de artilharia durante a Guerra dos Sete Anos e a 1.ª Invasão Francesa, em 1807, e as últimas reconstruções ocorreram no início do século XIX, por ordem do Marquês de Alorna. A poucos metros fica a capela de Nossa Senhora do Castelo.

A cerveja artesanal em Vila Velha de Ródão ainda é uma raridade, o que torna a procura de um copo local parte da aventura. Depois de um dia de gargantas do rio, grifos e gravuras antigas, pergunte por algo acabado de fazer.

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Perguntas frequentes

São uma garganta onde o Tejo atravessa uma crista de quartzito, com escarpas de cerca de 170 metros que apertam o rio a apenas 45 metros e formam duas portas naturais. Classificada como Monumento Natural em 2009, a garganta de Vila Velha de Ródão acolhe a maior colónia de grifos do país.

Gravuras pré-históricas de animais, figuras humanas, astros e formas geométricas espalham-se por cerca de 1.500 rochas ao longo de uns 40 km do Tejo, a maioria hoje submersa pelas albufeiras do Fratel e de Cedillo. O centro de interpretação local, em Vila Velha de Ródão, sugere que as Portas de Ródão terão sido uma espécie de axis mundi.

A tradição oral liga o castelo sobre a garganta ao rei visigodo Wamba, embora se julgue que data da época muçulmana. A sua torre de vigia foi erguida nos séculos XII-XIII sob os Templários para guardar a fronteira do Tejo, e a capela de Nossa Senhora do Castelo fica a poucos metros.