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Mesmo Boa
Póvoa de Varzim · Portugal
2 cervejarias · 2 espaços
A Póvoa de Varzim deve o nome a Varazim, ignoto senhor que possuiu a terra em tempo posterior à romanização; o documento mais antigo que identifica o território, como Villa Eurazini, data de 953. Em 1308, D. Dinis concedeu carta de foral aos 54 casais do reguengo de Varazim de Jusão, com o encargo de aí fundarem uma póvoa e se associarem em conselho de vizinhos com o seu juiz eleito. Em 1312, o rei doou a Póvoa ao filho bastardo Afonso Sanches, que a integrou no património do mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, e em 1514 D. Manuel I concedeu-lhe foral novo, que lhe deu plena autonomia; a esfera armilar no alto do pelourinho da Praça do Almada é a única peça do primitivo pelourinho erguido nesse ano. Na segunda metade do século XVII formou-se uma comunidade piscatória e, no século XVIII, a Póvoa tornou-se a maior praça de pescado do norte do país; o destemor com que os seus pescadores enfrentavam a perigosa barra criou a figura lendária do "Poveiro". Uma provisão régia de 1791 lançou os fundamentos de uma nova urbe em torno da Praça do Almada, onde os Paços do Concelho, com a arcada desenhada pelo engenheiro francês Reinaldo Oudinot, foram inaugurados a 28 de dezembro de 1807. Seguiram-se os banhos de mar e, na segunda metade do século XIX, a Póvoa tornou-se uma grande estância balnear, impulsionada pela ligação ferroviária Porto–Póvoa, de 1875. A Igreja Matriz, de traça barroca, foi inaugurada em 1757, e o escritor Eça de Queirós nasceu na Praça do Almada a 25 de novembro de 1845; o seu monumento, da autoria de Leopoldo de Almeida, foi erguido em 1952 por subscrição dos poveiros no Brasil. O Museu Municipal de Etnografia e História, fundado em 1937 por António dos Santos Graça no Solar dos Carneiros, do século XVIII, possui uma importante coleção sobre a comunidade piscatória poveira, e a sua exposição sobre as siglas poveiras, as marcas das famílias de pescadores, conquistou em 1980 um prémio do European Museum of the Year Award. O município tem ainda um centro interpretativo na Cividade de Terroso, povoado castrejo com vestígios da Idade do Bronze à Alta Idade Média.
A Póvoa de Varzim conta com 2 cervejeiras artesanais, por isso, depois de um passeio pela cidade antiga até à marginal, pode procurar um copo de cerveja artesanal feita aqui.
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As siglas poveiras são as marcas das famílias de pescadores da Póvoa de Varzim. O Museu Municipal de Etnografia e História, fundado em 1937 no Solar dos Carneiros, do século XVIII, guarda uma importante coleção sobre a comunidade piscatória, e a sua exposição sobre as siglas ganhou um prémio do European Museum of the Year Award em 1980.
O escritor Eça de Queirós nasceu na Praça do Almada a 25 de novembro de 1845. O seu monumento, de Leopoldo de Almeida, foi erguido em 1952 com dinheiro de poveiros no Brasil. A praça tem ainda os paços do concelho, inaugurados em 1807, e a esfera armilar do pelourinho de 1514.
Os banhos de mar vieram depois da comunidade piscatória, e na segunda metade do século XIX a Póvoa de Varzim tornou-se uma grande estância balnear, ajudada pelo caminho de ferro para o Porto, de 1875. No século XVIII tinha sido o maior mercado de peixe do norte de Portugal.