Uma villa romana e um castelo em Torres Novas

Torres Novas fica onde a Serra de Aire encontra a planície do rio Almonda e é conhecida pela Villa Cardílio, romana e Monumento Nacional, cuja inscrição pode explicar o nome da terra. Descubra um castelo reconstruído por D. Sancho I e D. Fernando, a Fábrica das Chitas e o comboio Rata Cega.

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Torres Novas fica onde o maciço calcário da Serra de Aire encontra as várzeas do rio Almonda, e o homem deixou aqui marcas desde o Paleolítico, em grutas na orla da rede cársica do Almonda. Nos primórdios do domínio romano, Cardílio e Avita foram proprietários da Vila Cardílio, uma vila lusitano-romana habitada entre os séculos I e IV d.C. e Monumento Nacional desde 1967. Entre mosaicos, moedas e esculturas, recuperou-se uma inscrição latina que, numa interpretação, deseja felicidades ao casal na sua "villa da torre", expressão associada a uma origem plausível do topónimo Torres Novas. O território, então conhecido por Turris, foi conquistado aos árabes por D. Afonso Henriques em 1148, e D. Sancho I fundou o concelho com o foral de 1 de outubro de 1190, mandando reconstruir o castelo em ruínas. D. Fernando I voltou a reconstruí-lo depois das guerras com Castela, e o castelo é Monumento Nacional desde 1910. A vila recebeu Carta de Feira em 1263, passou em 1304 para os domínios da rainha Santa Isabel de Aragão, por doação do rei D. Dinis, e acolheu mais tarde cortes e momentos históricos, como o estabelecimento da regência de D. Leonor de Aragão, em 1438. D. Manuel I concedeu-lhe novo foral em 1510. Em 1783, a rainha D. Maria I autorizou a instalação da Fábrica das Chitas, destruída pelas tropas de Massena na terceira invasão francesa, em 1810. O século XIX trouxe uma fábrica de papel e uma companhia de fiação, e em 1893 foi inaugurada a linha de via estreita para Alcanena, apelidada de "Comboio Menino" e, depois de muitos descarrilamentos, de "Rata Cega", que encerrou três anos depois. Torres Novas foi elevada a cidade em 1985.

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Perguntas frequentes

A Villa Cardílio foi uma villa luso-romana de Cardílio e Avita, habitada do século I ao IV; é Monumento Nacional desde 1967. Uma inscrição latina ali encontrada, numa leitura, deseja felicidade ao casal na sua villa da torre, uma origem plausível do nome Torres Novas.

D. Afonso Henriques tomou a zona, então chamada Turris, em 1148, e D. Sancho I fundou o concelho com foral em 1190 e mandou reconstruir o castelo arruinado. D. Fernando reconstruiu-o de novo depois das guerras com Castela, e é Monumento Nacional desde 1910.

Em 1893 abriu um caminho de ferro de via estreita de Torres Novas a Alcanena, alcunhado Comboio Menino e, depois de muitos descarrilamentos, Rata Cega; fechou três anos depois. Antes, em 1783, D. Maria I licenciou a Fábrica das Chitas, de algodão estampado, destruída pelas tropas de Masséna em 1810.