O Fundão, entre a Gardunha e as cerejeiras

O Fundão é conhecido pela cereja, e entre o final de março e abril a floração pinta de branco os socalcos da Gardunha. Descubra o antigo bairro judeu que o tornou terra de comércio, uma real fábrica de lanifícios hoje Câmara, uma villa romana e queijo, mel e vinho locais.

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O Fundão é uma cidade do distrito de Castelo Branco, na Beira Baixa, situada onde a encosta da Serra da Gardunha encontra a planície da Cova da Beira, a cerca de 500 metros de altitude. A ocupação da zona é antiga: na Idade do Ferro existiu um castro lusitano no Monte de São Brás, na Gardunha, até à sua destruição pelos romanos, e foram encontrados vestígios de uma villa romana por baixo do centro da cidade. O Fundão é referido pela primeira vez num documento de 1307, que menciona 32 casas.

A povoação cresceu depois de 1492, quando muitos judeus sefarditas expulsos de Espanha se fixaram na Cova da Beira. O seu bairro em volta da Rua da Cale, no coração da cidade, ajudou a transformar o Fundão num centro de comércio e indústria, antes de a Inquisição atingir duramente as famílias de cristãos-novos. O concelho foi criado em 1747 por D. João V, emancipando-o da Covilhã. Mais tarde, com o Marquês de Pombal, foi fundada a Real Fábrica de Lanifícios para relançar a indústria dos panos; o edifício do século XVIII acolhe hoje a Câmara Municipal.

Segundo o site de turismo do município, a diversidade dos solos dá vinho, queijo, azeite, mel, cogumelos e enchidos, mas a cereja é o cartão-de-visita do Fundão. Entre o final de março e o mês de abril, a floração das cerejeiras pinta de branco os socalcos da Gardunha, e os visitantes apreciam a paisagem a pé, de bicicleta ou de comboio turístico.

A cerveja artesanal é uma raridade no Fundão, por isso vale a pena estar atento a algo local entre as visitas à Gardunha e aos pomares de cerejeiras.

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Perguntas frequentes

O Fundão é uma cidade do distrito de Castelo Branco, na Beira Baixa, situada onde a encosta da Serra da Gardunha encontra a planície da Cova da Beira, a cerca de 500 metros de altitude. É referido pela primeira vez num documento de 1307, e o concelho foi criado em 1747.

Entre o final de março e o mês de abril, a floração das cerejeiras pinta de branco os socalcos da Gardunha, e os visitantes apreciam a paisagem a pé, de bicicleta ou de comboio turístico. Segundo o site de turismo do município, a região dá também vinho, queijo, azeite, mel, cogumelos e enchidos, mas a cereja é o cartão-de-visita.

A povoação cresceu depois de 1492, quando muitos judeus sefarditas expulsos de Espanha se fixaram na Cova da Beira. O seu bairro em volta da Rua da Cale, no coração da cidade, ajudou a transformar o Fundão num centro de comércio e indústria, antes de a Inquisição atingir duramente as famílias de cristãos-novos.

Na Idade do Ferro existiu um castro lusitano no Monte de São Brás, na Gardunha, até à sua destruição pelos romanos, e foram encontrados vestígios de uma villa romana por baixo do centro da cidade. No século XVIII foi fundada uma real fábrica de lanifícios para relançar a indústria dos panos; o edifício acolhe hoje a Câmara Municipal.