Castelo Rodrigo, uma aldeia amuralhada na fronteira

Castelo Rodrigo é uma aldeia amuralhada no alto de um monte, a 820 metros, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda, com vista para a Serra da Marofa e para o planalto em direção a Espanha. Pertence à rede das Aldeias Históricas de Portugal e em 2018 foi eleita uma das 7 Maravilhas de Portugal na categoria de aldeias autênticas. A sua história é uma história de fronteira: repovoada por ordem de Fernando II de Leão em 1161, só se tornou portuguesa de vez com o Tratado de Alcanices, em 1297. Dentro das muralhas, a malha medieval ainda irradia da cidadela, passando pelas ruínas do palácio de Cristóvão de Moura, por uma cisterna medieval com 13 metros de profundidade, pela igreja de Nossa Senhora do Rocamador, do século XIII, e por um alto pelourinho manuelino. Para uma cerveja, Castelo Rodrigo tem um único sítio dentro das muralhas medievais, uma descoberta rara numa aldeia mais conhecida pelo vinho e pelo borrego, por isso fica a dica para depois de um dia nas muralhas.

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Sobre Castelo Rodrigo

Castelo Rodrigo é uma aldeia muralhada no alto de um monte, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda, situada a 820 metros, de onde se avistam a Serra da Marofa e o planalto que se estende até Espanha. Faz parte da rede das Aldeias Históricas de Portugal e, a 3 de setembro de 2018, foi eleita uma das 7 Maravilhas de Portugal na categoria de Aldeia Autêntica.

Perguntas frequentes sobre Castelo Rodrigo

Castelo Rodrigo tem um único sítio para beber uma cerveja dentro das muralhas medievais, uma descoberta rara numa aldeia mais conhecida pelo vinho e pelo borrego. Passe a manhã nas muralhas e ruelas e a tarde nos arredores, onde o borrego da Marofa e o polvo estão entre os pratos locais a procurar.

A malha medieval ainda irradia da cidadela, onde se erguem as ruínas do palácio de Cristóvão de Moura. Perto ficam uma cisterna medieval com 13 metros de profundidade e a igreja de Nossa Senhora do Rocamador, do século XIII, e a Rua da Cadeia guarda casas manuelinas com marcas em forma de cruz em algumas portas.

A aldeia só se tornou portuguesa de vez a 12 de setembro de 1297, com o Tratado de Alcanices. Antes, Fernando II de Leão tinha ordenado o seu repovoamento em 1161. D. Manuel I deu-lhe novo foral em 1508, e o pelourinho manuelino, Monumento Nacional desde 1922, data dessa época.

A 7 de julho de 1664 as tropas portuguesas comandadas por Pedro Jacques de Magalhães derrotaram o exército espanhol do Duque de Osuna em Castelo Rodrigo, depois de uma guarnição de 150 homens resistir até chegarem reforços. A aldeia foi sede de concelho durante mais de 600 anos, até a sede passar para Figueira de Castelo Rodrigo em 1836.

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