Tomar, a cidade templária
Tomar, nas margens do rio Nabão, no centro geográfico do país, é coroada pelo Convento de Cristo, Património Mundial da UNESCO e antiga sede dos Templários. Explore a Charola do século XII, a famosa janela manuelina, um aqueduto de 6 km e uma rara sinagoga medieval.
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Tomar, que o município apresenta como "cidade templária", situa-se no centro geográfico do país, no distrito de Santarém e na sub-região do Médio Tejo, nas margens do rio Nabão. A sua paisagem urbana é dominada, no alto da colina, pelo Convento de Cristo, Património Mundial da UNESCO e um dos monumentos mais importantes de Portugal.
Sob a cidade moderna jaz a cidade romana de Sellium. Depois da Reconquista, as terras foram doadas aos Templários em 1159 e, em 1160, Gualdim Pais, mestre da Ordem em Portugal, fundou o castelo e o convento que se tornaram a sede dos Templários em Portugal. O convento passou mais tarde para a Ordem de Cristo, sua sucessora em Portugal, em 1344 ou 1356, consoante as fontes. No século XV, Tomar foi um centro da expansão ultramarina portuguesa sob o Infante D. Henrique, mestre da Ordem de Cristo, e depois de 1492 artesãos e comerciantes judeus expulsos de Espanha trouxeram novos ofícios e saberes à cidade.
Reserve pelo menos meio dia para o Convento de Cristo. Construído ao longo de cinco séculos, reúne elementos românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e barrocos. O seu coração é a Charola do século XII, o oratório dos Templários, inspirado no Santo Sepulcro de Jerusalém e uma das poucas rotundas templárias que subsistem na Europa. Não perca a famosa janela manuelina da casa do capítulo, que a UNESCO descreve como a expressão mais acabada da decoração manuelina, nem os claustros acrescentados ao longo dos séculos, incluindo um construído por volta de 1430 pelo Infante D. Henrique. O Aqueduto dos Pegões, construído entre 1503 e 1614 para levar água ao convento, estende-se por 6 km e atinge 30 metros de altura.
Na cidade, as ruas do centro histórico seguem um traçado em xadrez, raro numa cidade medieval, atribuído ao Infante D. Henrique e que terá inspirado a reconstrução de Lisboa depois do terramoto de 1755. Visite a Igreja de Santa Maria do Olival, gótica do século XIII, construída como panteão dos Templários, e a sinagoga medieval, erguida em meados do século XV e uma das duas únicas sinagogas anteriores à expulsão existentes em Portugal; o seu banho ritual foi descoberto em 1985.
Se planear bem a viagem, poderá assistir à Festa dos Tabuleiros, realizada de quatro em quatro anos, em que a população desfila aos pares pelas ruas e as raparigas levam à cabeça os tabuleiros: torres de 30 pães decoradas com flores e rematadas por uma coroa. Prove também as fatias de Tomar, uma especialidade local.
A cena da cerveja artesanal em Tomar ainda está por descobrir. Por agora, depois de um dia de história templária e passeios junto ao rio, os amantes de cerveja podem alargar os horizontes e explorar o resto do Médio Tejo.
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Perguntas frequentes
Pelo menos meio dia. Construído ao longo de cinco séculos, reúne elementos românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e barrocos. O seu coração é a Charola do século XII, inspirada no Santo Sepulcro, e não deve perder a famosa janela manuelina da casa do capítulo nem os claustros acrescentados ao longo dos séculos.
É uma festa realizada de quatro em quatro anos, em que a população desfila aos pares pelas ruas e as raparigas levam à cabeça os tabuleiros: torres de 30 pães decoradas com flores e rematadas por uma coroa. Planeie bem a viagem para assistir e prove também as fatias de Tomar, uma especialidade local.
O Aqueduto dos Pegões, construído entre 1503 e 1614 para abastecer o convento, estende-se por 6 km e atinge 30 metros de altura. Na cidade, as ruas em xadrez levam a uma igreja gótica do século XIII, panteão dos Templários, e a uma sinagoga de meados do século XV, uma das duas anteriores à expulsão existentes em Portugal.
As terras foram doadas aos Templários em 1159 e, em 1160, o mestre da Ordem em Portugal, Gualdim Pais, fundou o castelo e o convento que se tornaram a sua sede portuguesa. O convento passou depois para a Ordem de Cristo, sua sucessora, cujo mestre, o Infante D. Henrique, fez da cidade um centro da expansão ultramarina.