Castelo, revolta e filigrana na Póvoa de Lanhoso
A Póvoa de Lanhoso é conhecida pelo Castelo de Lanhoso, Monumento Nacional no Monte do Pilar onde D. Teresa se refugiou em 1120. Descubra o berço da revolta da Maria da Fonte, de 1846, um centro interpretativo que conta essa história e freguesias que a câmara considera museus vivos da filigrana.
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O ex-líbris da Póvoa de Lanhoso é o Castelo de Lanhoso, Monumento Nacional no Monte do Pilar com mais de 1000 anos de história, que o município descreve como um dos principais obreiros na defesa do Condado Portucalense. D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, refugiou-se aqui em 1120, fugindo aos exércitos da sua irmã, a rainha D. Urraca, e de D. Diego Gelmírez, e, derrotada na Batalha de São Mamede a 24 de junho de 1128, regressou ao castelo, impelida pelo filho, a caminho do exílio na Galiza. A história do castelo contada pelo município refere ainda que o alcaide D. Rodrigo Gonçalves Pereira, ascendente do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, mandou incendiar o castelo para vingar a sua honra, depois de saber da infidelidade da mulher. D. Dinis criou o concelho por Carta de Foral de 25 de setembro de 1292, a partir das terras do Julgado de Lanhoso, e D. Manuel renovou o foral a 4 de janeiro de 1514. O castelo foi restaurado em 1940 e, em 1996, renovada em 2011, foi feita a musealização da sua torre de menagem. Na primavera de 1846, as gentes de Lanhoso estiveram na origem da revolta popular conhecida como Revolução do Minho ou Revolta da Maria da Fonte, que contestou, entre outras coisas, as Leis da Saúde que proibiam os enterramentos dentro das igrejas; o município chama à Póvoa de Lanhoso o berço da revolta e da sua enigmática heroína, cuja identidade ainda hoje se discute. O Centro Interpretativo Maria da Fonte, inaugurado a 25 de setembro de 2015, conta esta história e acolhe também o arquivo histórico municipal. As Terras de Lanhoso estão há muito ligadas ao ouro, e as freguesias de Travassos e Sobradelo da Goma são, nas palavras do município, "museus vivos" da filigrana tradicional; a Sala de Interpretação da Filigrana, na Casa da Botica, mostra como finíssimos fios de ouro ou prata são torcidos, moldados e soldados até se tornarem filigrana.
A cena da cerveja artesanal na Póvoa de Lanhoso ainda está por descobrir, por isso procure nos arredores, como em Braga, quando planear onde provar uma cerveja local.
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Perguntas frequentes
O castelo, Monumento Nacional no Monte do Pilar, tem mais de 1000 anos de história. D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, refugiou-se aqui em 1120 e voltou depois da derrota em São Mamede, em 1128. Foi restaurado em 1940, e a torre de menagem tornou-se espaço museológico em 1996, renovado em 2011.
Na primavera de 1846 as gentes de Lanhoso estiveram na origem da revolta da Maria da Fonte, que contestava as leis que proibiam os enterros nas igrejas. A câmara chama à Póvoa de Lanhoso o berço da revolta e da sua enigmática heroína. O Centro Interpretativo Maria da Fonte, aberto em 2015, conta esta história.
As freguesias de Travassos e Sobradelo da Goma são, nas palavras da câmara, museus vivos da filigrana tradicional. A Sala de Interpretação da Filigrana, na Casa da Botica, mostra como finos fios de ouro ou prata são torcidos, moldados e soldados para formar a filigrana.