Lourosa, cidade capital da cortiça

Lourosa é conhecida como a Cidade Capital da Cortiça, onde a indústria corticeira chegou no início do século XX e continua a ser a principal atividade. Descubra uma terra documentada desde 1009, o Cerco a Lourosa de 1964, a igreja de São Tiago, capelas antigas e um troço de via romana.

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Lourosa é uma cidade do concelho de Santa Maria da Feira, conhecida como a "Cidade Capital da Cortiça". O documento mais antigo que a refere, como "Laurosa", data de 1009, antes da formação de Portugal. Um testamento de 1234 já menciona a primitiva igreja de São Tiago, que continua a ser o padroeiro da freguesia, e em 1363 o rei D. Pedro I deu de foro uma casa na aldeia a um casal local, o que prova a jurisdição régia sobre a região. Em 1371 Lourosa passou da Diocese de Coimbra para a do Porto, e em 1514 foi incluída no foral concedido por D. Manuel I à Feira e Terra de Santa Maria.

Durante séculos, a aldeia viveu da agricultura, cultivando aveia, centeio, cevada, milho e trigo. A cortiça chegou no início do século XX e transformou o modo de vida e a economia local, e a indústria corticeira continua a ser a atividade preponderante na região. Lourosa foi elevada a vila em 1985 e a cidade em 2001.

A história recente da cidade inclui o Cerco a Lourosa: a 14 de outubro de 1964, quando a Igreja decidiu transferir o pároco, o padre Damião, a população fez vigílias à porta da igreja durante vários dias, e, em pleno Estado Novo, a GNR cercou a aldeia, matando duas jovens e ferindo cerca de vinte pessoas. O património local inclui a Igreja Matriz de São Tiago, a Capela de São Miguel e de Santa Luzia, no Largo da Feira dos Dez, a Capela das Almas e um troço de calçada romana.

A cena de cerveja artesanal em Lourosa ainda está à espera de ser descoberta. Com Santa Maria da Feira e o Porto por perto, os viajantes podem procurar pela região o que por lá se serve.

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Perguntas frequentes

Lourosa é conhecida como Cidade Capital da Cortiça porque a cortiça chegou no início do século XX e transformou o quotidiano e a economia local. A indústria corticeira continua a ser a principal atividade; antes dela, a terra viveu durante séculos da agricultura, com aveia, centeio, cevada, milho e trigo.

O Cerco a Lourosa começou a 14 de outubro de 1964, quando a Igreja decidiu transferir o popular pároco, o Padre Damião, e a população vigiou durante dias a porta da igreja. Em pleno Estado Novo, a GNR cercou a povoação, matando duas jovens e ferindo cerca de vinte pessoas.

O património local inclui a Igreja Matriz de São Tiago, a Capela de São Miguel e Santa Luzia, no Largo da Feira dos Dez, a Capela das Almas e um troço de via romana. São Tiago continua a ser o padroeiro, e um testamento de 1234 já refere a primitiva igreja.

O documento mais antigo que refere Lourosa, como Laurosa, data de 1009, antes da existência do reino de Portugal. Em 1371 passou da diocese de Coimbra para a do Porto, e em 1514 foi incluída no foral de D. Manuel I à Feira. Foi elevada a vila em 1985 e a cidade em 2001.