Estremoz, terra do mármore e dos bonecos de barro

Estremoz é conhecida pelo mármore e pelos bonecos de barro, uma produção do século XVII inscrita pela UNESCO no património imaterial. Descubra um castelo com torre de menagem de 27 metros, a vila onde morreu a Rainha Santa Isabel e o mármore dos Jerónimos e de Belém.

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Estremoz, no distrito de Évora, no Alentejo, foi conquistada aos mouros no século XII por Geraldo Sem Pavor, perdida de novo e só reconquistada em definitivo por D. Sancho II em meados do século XIII. D. Afonso III concedeu-lhe foral em 1258. Segundo a entidade do património cultural, o castelo terá começado a ser erguido no tempo de D. Afonso III e já estaria definido no reinado de D. Dinis, com uma cerca defendida por 22 torres e cerca de 20 cisternas para abastecer a população. A viúva de D. Dinis, a Rainha Santa Isabel, morreu aqui em 1336, e na primeira metade do século XIV Estremoz tornou-se um dos principais centros políticos do reino. O castelo foi classificado como Monumento Nacional em 1910.

A Torre de Menagem, com cerca de 27 metros de altura e, segundo a junta de freguesia, uma das mais bem conservadas do país, é também chamada Torre das Três Coroas, pelas três coroas sobrepostas no seu terraço. No segundo piso tem uma sala gótica octogonal com abóbada polinervada, e as varandas assentam em matacães. O rei D. Pedro I morreu no convento franciscano da vila em 1367 e, durante a crise de 1383-1385, D. Nuno Álvares Pereira instalou em Estremoz o seu quartel-general antes de derrotar os castelhanos nos Atoleiros.

Estremoz é uma das terras do mármore do Alentejo, a par de Borba e Vila Viçosa. O mármore da região foi usado no Mosteiro dos Jerónimos, no Mosteiro da Batalha e na Torre de Belém, e em 2017 os mármores de Estremoz foram designados IUGS Heritage Stone (Pedra Património) pela União Internacional das Ciências Geológicas, uma distinção geológica que não se confunde com o Património Mundial da UNESCO. A cidade é também conhecida pelos seus bonecos de barro: a produção remonta ao século XVII, e a UNESCO inscreveu-a em 2017 na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Os bonecos, vestidos com trajes alentejanos ou como figuras da iconografia cristã, representam ofícios, tradições e devoções locais.

A cena de cerveja artesanal em Estremoz ainda está à espera de ser descoberta. Depois de um dia entre mármores e bonecos de barro, os viajantes podem procurar mais longe, pelo Alentejo e em direção a Évora, o que se serve por perto.

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Perguntas frequentes

Estremoz fica no distrito de Évora, no Alentejo. Foi conquistada aos mouros no século XII, perdida de novo e só reconquistada em definitivo em meados do século XIII, e recebeu foral em 1258. Na primeira metade do século XIV tornou-se um dos principais centros políticos do reino.

O castelo, Monumento Nacional desde 1910, tinha uma cerca defendida por 22 torres. A torre de menagem, com cerca de 27 metros, é chamada Torre das Três Coroas pelas coroas sobrepostas no terraço, e no segundo piso tem uma sala gótica octogonal com abóbada polinervada. A Rainha Santa Isabel morreu na vila em 1336.

A produção de bonecos de barro em Estremoz remonta ao século XVII, e a UNESCO inscreveu-a em 2017 na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Os bonecos, vestidos com trajes alentejanos ou como figuras da iconografia cristã, representam ofícios, tradições e devoções locais.

Estremoz é uma das terras do mármore do Alentejo, a par de Borba e Vila Viçosa. O mármore da região foi usado no Mosteiro dos Jerónimos, no Mosteiro da Batalha e na Torre de Belém, e em 2017 os mármores de Estremoz foram designados IUGS Heritage Stone, uma distinção geológica, não Património Mundial da UNESCO.