Espinho, a cidade das ruas numeradas
Espinho é conhecida pela arte xávega, a pesca em que as redes são puxadas para o areal, inscrita como património imaterial em salvaguarda urgente. Continue a ler e descubra uma estância balnear do século XIX com ruas numeradas, 8 km de praias, um museu conserveiro e uma grande feira semanal.
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Espinho, no litoral a sul do Porto, surge referido como uma das principais estâncias balneares do país na segunda metade do século XIX. A chegada da linha de caminho de ferro do Norte atraiu população e indústrias e ligou a estância aos principais centros do país e a Espanha. Espinho tornou-se concelho pelo decreto de 17 de agosto de 1899 e, em 1900, o engenheiro Bandeira Neiva desenhou a planta que ainda hoje dá à cidade uma malha de ruas identificadas por números. Foi elevada a cidade a 16 de junho de 1973.
A Arte Xávega de Espinho, em que um barco lança a rede no mar e o peixe é puxado para a praia com juntas de bois ou tratores, foi inscrita em 2025 no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em regime de salvaguarda urgente. De abril a outubro, os pescadores trabalham a partir da Praia dos Pescadores, onde o peixe é separado em lotes e leiloado no areal. O Museu Municipal, instalado numa antiga fábrica conserveira, tem uma exposição permanente sobre a Arte Xávega e outra sobre a fábrica Brandão, Gomes & C.ª, fundada em 1894, cujas conservas de sardinha tiveram grande aceitação no Brasil e que empregava cerca de 400 pessoas nas épocas de maior movimento.
A cidade tem 8 km de praias, com ondas para surf e bodyboard, e a Ecovia do Litoral segue pela beira-mar para norte, em direção a Vila Nova de Gaia e ao Porto, e para sul até à Lagoa de Paramos, zona de proteção ambiental procurada para a observação de aves. No interior, em Paramos, o Castro de Ovil é um pequeno povoado da Idade do Ferro do final do século IV ou início do século III a.C., defendido por um largo e profundo fosso em vez de muralhas de pedra; as visitas marcam-se através do Museu Municipal. Todas as segundas-feiras, a Feira de Espinho, uma das maiores feiras semanais do país, enche a cidade, e é aqui que se realiza o CINANIMA, o Festival Internacional de Cinema de Animação.
A cena de cerveja artesanal em Espinho ainda está à espera de ser descoberta. Com Vila Nova de Gaia e o Porto a uma curta viagem de comboio pela costa, os viajantes podem procurar pela área do Porto o que se serve por perto.
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Perguntas frequentes
Em 1900, o engenheiro Bandeira Neiva desenhou a planta que ainda hoje dá à cidade uma malha de ruas identificadas por números. Nessa altura, Espinho já era uma das principais estâncias balneares do país, ligada pela linha de caminho de ferro do Norte aos principais centros do país e a Espanha.
De abril a outubro, os pescadores trabalham a partir da Praia dos Pescadores: um barco lança a rede no mar, o peixe é puxado para a praia com juntas de bois ou tratores e depois separado em lotes e leiloado no areal. Foi inscrita em 2025 no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
A cidade tem 8 km de praias com ondas para surf e bodyboard, e uma ecovia segue pela beira-mar para norte, em direção ao Porto, e para sul até uma lagoa protegida procurada para a observação de aves. Todas as segundas-feiras realiza-se uma das maiores feiras semanais do país.
Sim. No interior, em Paramos, há um pequeno povoado da Idade do Ferro do final do século IV ou início do século III a.C., defendido por um largo e profundo fosso em vez de muralhas de pedra. As visitas marcam-se através do museu municipal, instalado numa antiga fábrica conserveira.