Porquê visitar Beja?
Beja, capital de distrito numa colina sobre as vastas planícies do Baixo Alentejo, nasceu como Pax Julia, nome dado por Júlio César. Suba a uma das torres militares mais altas do país, veja uma rara igreja pré-românica com arte visigótica e um museu num convento com capela barroca dourada.
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Beja, capital de distrito, assenta numa colina com 277 metros de altitude que domina as vastas planícies do Baixo Alentejo. Coroada por um castelo gótico cuja Torre de Menagem é o monumento mais conhecido da cidade, oferece aos visitantes uma história em camadas, dos romanos aos visigodos e muçulmanos, até à época de D. Manuel I.
Júlio César deu à cidade o nome de Pax Julia em 48 a.C., quando fez a paz com os Lusitanos, e no tempo de Augusto passou a chamar-se Pax Augusta, já então um importante entroncamento de estradas. Os visigodos chamaram-lhe Paca e fizeram dela sede de bispado; depois da conquista omíada de 713, o nome passou a Baja em árabe e, por fim, a Beja. A cidade mudou de mãos várias vezes durante a Reconquista, até que D. Sancho II a tomou definitivamente em 1234. D. Manuel I devolveu-lhe o estatuto de cidade em 1521, e voltou a ser sede de bispado em 1770.
Comece pelo castelo, uma fortaleza gótica iniciada no século XIII, logo após a conquista cristã, e prolongada pelos séculos XIV e, possivelmente, XV. A sua Torre de Menagem, em mármore e granito e com quase 40 metros de altura, é considerada por alguns autores a torre militar mais alta do país; suba pelas salas góticas abobadadas até ao terraço para apreciar um dos mais belos panoramas da planície. Em redor da cidade antiga ainda restam vinte e oito torres e vários panos da muralha medieval.
Junto ao castelo, a igreja caiada de Santo Amaro é uma das quatro únicas igrejas pré-românicas que restam em Portugal, com partes do século VI e capitéis esculpidos do século VII, e alberga hoje um pequeno núcleo de arte visigótica. O Museu Regional ocupa o antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição, fundado em 1459, com uma cornija rendilhada do gótico final e uma capela barroca ricamente dourada. Beja está ligada a Mariana Alcoforado, a freira autora das "Cartas Portuguesas", e uma réplica da janela onde terá falado com o Marquês de Chamilly é uma das curiosidades da cidade.
As ruínas romanas de Pisões também fazem parte do património do concelho. Beja é o atual término da Linha do Alentejo, e uma autoestrada liga-a ao porto de águas profundas de Sines, a cerca de 60 km.
A cena da cerveja artesanal em Beja ainda está por descobrir. Por agora, depois de um dia de vistas do castelo e de história romana e visigótica, os amantes de cerveja podem alargar os horizontes e explorar o resto do Baixo Alentejo.
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Perguntas frequentes
Sim. A Torre de Menagem, em mármore e granito e com quase 40 metros, é considerada por alguns autores a torre militar mais alta do país. Suba pelas salas góticas abobadadas até ao terraço para apreciar um dos mais belos panoramas da planície. Em redor da cidade antiga restam vinte e oito torres e panos da muralha medieval.
Na igreja caiada de Santo Amaro, junto ao castelo, uma das quatro únicas igrejas pré-românicas que restam em Portugal. Tem partes do século VI e capitéis esculpidos do século VII, e alberga hoje um pequeno núcleo de arte visigótica. Os visigodos chamaram à cidade Paca e fizeram dela sede de bispado.
Ocupa o antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição, fundado em 1459, com uma cornija rendilhada do gótico final e uma capela barroca ricamente dourada. A cidade está ligada a Mariana Alcoforado, a freira autora das Cartas Portuguesas, e uma réplica da janela onde terá falado com o Marquês de Chamilly é uma das curiosidades da cidade.
A sua história conhecida remonta a 48 a.C., quando Júlio César lhe deu o nome de Pax Julia, depois de fazer a paz com os Lusitanos. Passou depois a Pax Augusta, a Paca no tempo dos visigodos e a Baja em árabe após 713, até ao nome atual. As ruínas romanas de Pisões também fazem parte do património do concelho.