A lenda do galo de Barcelos

Barcelos é sobretudo conhecida como a terra do galo, a cidade do Cávado onde um peregrino condenado injustamente foi salvo. Continue a ler e descubra a ponte gótica, o paço dos condes, um artesanato reconhecido pela UNESCO e uma feira semanal com séculos de história.

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Barcelos fica junto ao rio Cávado, no Caminho Português de Santiago, e é sobretudo conhecida como a terra do Galo de Barcelos. Foi elevada a cidade em 1928 e integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO como Cidade do Artesanato e Arte Popular.

A lenda do galo está associada ao cruzeiro medieval que faz parte do espólio do Paço dos Condes. Segundo a versão contada pelo município, um peregrino galego a caminho de Santiago foi injustamente condenado à forca por um crime. Levado à presença do juiz, que se banqueteava com amigos, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e afirmou que ele cantaria quando o enforcassem. Quando estava a ser enforcado, o galo ergueu-se e cantou; o juiz correu à forca e encontrou o homem salvo por um nó lasso. Anos mais tarde, o peregrino voltou e mandou erguer o monumento em louvor a Santiago e à Virgem.

A ponte medieval gótica, do início do século XIV, liga Barcelos e Barcelinhos em cinco arcos. O Paço dos Condes de Barcelos foi construído na primeira metade do século XV por ordem de D. Afonso, 8.º Conde de Barcelos e 1.º Duque de Bragança, e no início do século XX ali foi instalado o Museu Arqueológico. A construção da Igreja Matriz começou na segunda metade do século XIV, e o Museu de Olaria, criado em 1963 e aberto ao público em 1995, conta a história da olaria local.

Venha a uma quinta-feira para a feira semanal no Campo da Feira, que remonta pelo menos a uma carta de 1412 e ainda vende produtos agrícolas locais, louça, galos, madeira, linhos e bordados. No início de maio, a Festa das Cruzes celebra a cruz que terá aparecido no Campo da Feira em 1504, com tapetes de pétalas de flores, a Batalha das Flores e a Procissão da Invenção da Santa Cruz.

A cena de cerveja artesanal em Barcelos ainda está à espera de ser descoberta. Depois da feira ou da beira-rio, os viajantes podem procurar mais longe, em Braga, ali perto, e pelo Minho o que se serve na região.

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Perguntas frequentes

Conta a história de um peregrino galego, condenado injustamente à forca, que garantiu que um galo assado na mesa do juiz cantaria quando o enforcassem. O galo ergueu-se e cantou, e um nó lasso salvou-o. Anos depois, o peregrino voltou e mandou erguer um monumento, um cruzeiro medieval hoje ligado à lenda.

A feira realiza-se todas as quintas-feiras no Campo da Feira. Remonta pelo menos a uma carta de 1412 e ainda vende produtos agrícolas locais, louça, galos, madeira, linhos e bordados, sendo um bom dia para conhecer o artesanato que valeu à cidade o reconhecimento da UNESCO.

Os destaques são a ponte gótica de cinco arcos, do início do século XIV, que liga a cidade a Barcelinhos, o paço dos condes do século XV, onde hoje funciona um museu arqueológico, e a igreja matriz, começada no século XIV. Um museu de olaria, aberto ao público em 1995, conta a história da olaria local.

No início de maio, a cidade está em festa, em honra da cruz que terá aparecido no Campo da Feira em 1504. As ruas cobrem-se de tapetes de pétalas de flores e o programa inclui uma batalha das flores e uma procissão religiosa, tornando esta uma altura animada para visitar a cidade.