A Amora, terra do vidro junto ao Tejo
A Amora, no município do Seixal, na margem sul do estuário do Tejo, enriqueceu com um vinho elogiado no século XVI e, mais tarde, com o vidro. Veja o bairro operário junto à pioneira fábrica de garrafas do século XIX e descanse no Parque Urbano das Paivas.
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A Amora é uma cidade do município do Seixal, na margem sul do estuário do Tejo, na Área Metropolitana de Lisboa. Dois braços do Tejo entram pela freguesia e, como lembra a Junta de Freguesia, o rio liga-a desde a Idade Média ao resto do concelho e a Lisboa.
A primeira referência à Amora data de 1384, quando o cronista Fernão Lopes situou as galés do Mestre de Avis no braço do Tejo entre o Seixal, a Arrentela e a Amora, durante as lutas com os castelhanos. O núcleo mais antigo formou-se em Cheira Ventos, outrora chamada Amora Velha, antes de a povoação se estender para junto do rio, em Amora de Baixo, à beira-rio, e Amora de Cima, junto da igreja. A riqueza vinha da vinha: no século XVI, Garcia de Resende e Gil Vicente destacavam o vinho do Seixal e Gaspar Frutuoso apontava-o como o melhor do Reino. A Amora pertenceu ao concelho de Almada até 1836, ano da criação do concelho do Seixal.
A indústria chegou na segunda metade do século XIX. Em 1888 foi fundada junto ao rio Judeu a fábrica da Companhia de Vidros da Amora, dedicada a garrafas e garrafões, que segundo a Junta de Freguesia foi a primeira do género no país e reduziu a importação de garrafas de Inglaterra e da Alemanha. Os primeiros operários especializados vieram de Inglaterra, mas foram repatriados devido ao Ultimato inglês e substituídos por 30 operários de Hamburgo. O bairro operário construído junto à fábrica ainda pode ser observado e, em 1898, os operários fundaram a Sociedade Filarmónica Operária Amorense.
A Amora foi elevada a vila a 30 de junho de 1989 e a cidade a 20 de maio de 1993. Para espaços verdes, procure o Parque Urbano das Paivas.
A cena de cerveja artesanal na Amora ainda está à espera de ser descoberta. Os viajantes podem procurar no vizinho Seixal e em Almada, ou atravessar o Tejo até Lisboa, o que se serve nas localidades próximas.
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Perguntas frequentes
Em 1888 foi fundada junto ao rio Judeu a fábrica da Companhia de Vidros da Amora, dedicada a garrafas e garrafões, que segundo a Junta de Freguesia foi a primeira do género no país. Os primeiros operários especializados vieram de Inglaterra, mas foram repatriados devido ao Ultimato inglês e substituídos por 30 operários de Hamburgo.
Sim. A riqueza vinha da vinha: no século XVI, Garcia de Resende e Gil Vicente destacavam o vinho do Seixal e Gaspar Frutuoso apontava-o como o melhor do Reino. O núcleo mais antigo formou-se em Cheira Ventos, outrora chamada Amora Velha, antes de a povoação se estender para junto do rio.
Em 1384, quando o cronista Fernão Lopes situou as galés do Mestre de Avis no braço do Tejo entre o Seixal, Arrentela e Amora, durante as lutas com os castelhanos. Como lembra a Junta de Freguesia, o rio liga-a desde a Idade Média ao resto do concelho e a Lisboa.
O bairro operário construído junto à fábrica de vidro do século XIX ainda pode ser observado; os seus operários fundaram uma sociedade filarmónica em 1898. Para espaços verdes, procure o Parque Urbano das Paivas. A Amora, elevada a cidade a 20 de maio de 1993, fica na margem sul do estuário do Tejo, em frente a Lisboa.