Já provou a sopa da pedra de Almeirim?

Almeirim, na margem esquerda do Tejo, a poucos quilómetros de Santarém, foi uma estância de inverno tão apreciada pela Corte no século XVI que ficou conhecida como a "Sintra de Inverno". Descubra a sua história régia, os edifícios de azulejo e a famosa sopa da pedra.

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Almeirim fica na planície do vale do Tejo, na margem esquerda do rio, a poucos quilómetros de Santarém. No século XVI foi uma estância de inverno tão apreciada pela Corte que ficou conhecida como a "Sintra de Inverno".

D. João I mandou construir aqui o Paço Real e as primeiras habitações entre 1411 e 1423, depois de drenar terrenos pantanosos, e Almeirim tornou-se concelho em 1483. D. Manuel I aumentou o Paço e passou longas temporadas na vila, como entre outubro de 1515 e maio de 1516, e D. João III seguiu o seu exemplo. Gil Vicente, o pai do teatro português, representou aqui várias das suas obras perante a Corte, entre elas a tragicomédia "Dom Dardos", no casamento da Infanta D. Isabel com Carlos V, em 1525, e foi no Paço Real que Garcia de Resende começou a imprimir o seu Cancioneiro Geral.

O Paço foi também palco de umas das Cortes mais problemáticas da história portuguesa. Após a morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, o Cardeal D. Henrique abriu as Cortes de Almeirim a 11 de janeiro de 1580 para decidir a sucessão. Nada ficou resolvido e o reino passou para Filipe II de Castela, cuja dinastia governou até 1 de dezembro de 1640. O pórtico do palácio, já a ameaçar ruína, foi mandado demolir em 1792, o que só aconteceu em 1890.

Na parte antiga da cidade, entre São Roque e as Ribeiras, encontram-se Passos do Calvário e edifícios revestidos a azulejo. A sopa da pedra reina na gastronomia de Almeirim: segundo a lenda local, um frade orgulhoso em peregrinação pediu a uma família uma panela para fazer sopa com uma pedra e foi convencendo os anfitriões a juntar um ingrediente atrás do outro. O pão típico e o melão partilham esse reinado.

A cena de cerveja artesanal em Almeirim ainda está à espera de ser descoberta. Depois de uma sopa da pedra, os viajantes podem atravessar até Santarém, ali perto, e procurar pelo Ribatejo o que se serve na região.

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Perguntas frequentes

É o prato que reina na gastronomia local. Segundo a lenda, um frade orgulhoso em peregrinação pediu a uma família uma panela para fazer sopa com uma pedra e foi convencendo os anfitriões a juntar um ingrediente atrás do outro. O pão típico e o melão partilham esse reinado como as outras especialidades da terra.

Porque no século XVI foi uma estância de inverno muito apreciada pela Corte. D. João I mandou construir aqui o Paço Real entre 1411 e 1423, D. Manuel I aumentou-o e passou longas temporadas na vila, e D. João III seguiu o seu exemplo. Gil Vicente, o pai do teatro português, representou aqui várias obras.

Após a morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, o Cardeal D. Henrique abriu as Cortes no Paço Real a 11 de janeiro de 1580 para decidir a sucessão. Nada ficou resolvido e o reino passou para Filipe II de Castela, cuja dinastia governou até 1 de dezembro de 1640. Foram umas das Cortes mais problemáticas da história portuguesa.

Na parte antiga da cidade, entre São Roque e as Ribeiras, encontram-se Passos do Calvário e edifícios revestidos a azulejo. O pórtico do palácio, já a ameaçar ruína, só foi demolido em 1890. Santarém fica a poucos quilómetros, do outro lado do Tejo, o que torna fácil combinar as duas visitas.