Uma vila de encruzilhada em Lafões: Vouzela

Vouzela cresceu onde se cruzavam várias vias romanas, e o movimento deixou brasões nos solares do centro histórico. Descubra um marco miliário de Tácito, a igreja matriz do século XIII, a ponte ferroviária de 1913, a lenda da Fonte da Nogueira e o pastel de Vouzela.

1 cervejaria · 1 espaço

Vouzela nasceu num ponto de cruzamento de várias estradas romanas, por onde tinham obrigatoriamente de passar as gentes que as percorriam. Na Idade Média, os almocreves usavam essas estradas para os seus negócios, e a rua de São Frei Gil, conhecida por Rua da Ponte, era chamada "a estrada do peixe"; mais tarde, a vila ficava na rota das cortes de Lamego, como passagem e paragem obrigatória a caminho de Lisboa. Esse fluxo de gente e algumas famílias ilustres da terra deixaram os brasões que ainda hoje se veem nas casas senhoriais de toda a zona histórica. Um marco miliário do imperador Tácito (275–276 d. C.), encontrado em Vouzela, está exposto no Museu Municipal, e um troço lajeado de 1,4 km de via romana no Vau ligava Vouzela às Termas de São Pedro do Sul. D. Manuel atribuiu o Foral de Lafões a 15 de dezembro de 1518. A igreja matriz de Nossa Senhora da Assunção, monumento nacional, é um edifício românico-gótico do século XIII, que se destaca pela rara torre sineira a anteceder a fachada. Perto ficam a igreja barroca da Misericórdia, a Capela de São Frei Gil e a quinhentista Casa dos Távoras, ligada à família acusada do atentado contra D. José I. Um dos símbolos da vila é a ponte ferroviária sobre o rio Zela, dos finais de 1913, com 15 arcos em alvenaria; serviu a Linha do Vouga entre 1914 e 1990 e é hoje zona pedonal. Diz a lenda que quem beber da água da quinhentista Fonte da Nogueira se apaixonará por alguém de Vouzela e aqui casará. O doce mais emblemático é o pastel de Vouzela, nascido na vila no século XIX: uma órfã adotada por nove irmãs, duas delas freiras no Convento de Santa Clara do Porto, recorreu mais tarde à receita que estas lhe ensinaram para alimentar catorze bocas. A massa finíssima e leve envolve um recheio de doce de ovos. Pela Páscoa, procure o folar de Vouzela, um pão doce recheado com açúcar e manteiga.

A cerveja artesanal em Vouzela ainda é uma raridade, o que torna a procura de um copo local parte da aventura. Depois de um dia de estradas romanas, igrejas antigas e pastéis, pergunte por algo acabado de fazer.

Tipos de local

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Perguntas frequentes

Nascido na vila no século XIX, tem uma massa muito fina e leve recheada de doce de ovos. Uma órfã adotada por nove irmãs, duas delas freiras no Convento de Santa Clara do Porto, usou mais tarde a receita que lhe ensinaram para alimentar catorze bocas. Na Páscoa procure o folar de Vouzela.

Um dos símbolos da vila é a ponte ferroviária sobre o rio Zela, do final de 1913, com 15 arcos de alvenaria. Serviu os comboios da linha do Vouga entre 1914 e 1990 e é hoje um caminho pedonal. Diz a lenda que quem beber da Fonte da Nogueira, do século XVI, casará com alguém de Vouzela.

A igreja matriz de Nossa Senhora da Assunção, monumento nacional, é um edifício românico-gótico do século XIII, notável pela rara torre sineira erguida à frente da fachada. Perto ficam a igreja barroca da Misericórdia, a Capela de São Frei Gil e a Casa dos Távoras, do século XVI.