Viseu

Viseu apresenta-se como Cidade de Viriato, Cidade Vinhateira do Dão e Cidade-Jardim, num planalto no centro de Portugal. Continue a ler para conhecer a Sé no alto da cidade, o Museu Grão Vasco, as ecopistas sobre antigas linhas de comboio e o artesanato.

1 cervejaria · 2 espaços

Viseu é a capital do distrito com o mesmo nome, no centro de Portugal, situada num planalto a cerca de 50 km do Atlântico e rodeada por serras como o Caramulo, o Montemuro e a Estrela. Apresenta-se com orgulho como Cidade de Viriato, o herói lusitano que faz parte da sua identidade, Cidade Vinhateira do Dão e Cidade-Jardim, um selo que preza desde os anos 30.

O território foi povoado na época da cultura castreja e mais tarde ocupado por romanos, suevos, visigodos e mouros. No tempo de Roma, ficava no cruzamento das vias que ligavam Mérida, Lisboa e a Galécia, e acredita-se que Viriato, o chefe lusitano que resistiu a Roma, terá nascido nesta região. A diocese teve o seu primeiro bispo já em 561. Durante a Reconquista, a cidade mudou de mãos várias vezes, até que Fernando I de Leão a conquistou definitivamente. Viseu foi sede da corte do Conde D. Henrique e de D. Teresa, que lhe concederam foral em 1123, e é um dos possíveis locais de nascimento do seu filho D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. O Infante D. Henrique foi feito Duque de Viseu em 1415, e a tradição diz que o pintor renascentista Vasco Fernandes, conhecido como Grão Vasco, nasceu aqui por volta de 1475. Em 1513, D. Manuel I renovou o foral da cidade e iniciaram-se obras que abriram o Rossio, a primeira praça da cidade.

Suba até ao largo da Sé, no alto da cidade antiga. A Sé, iniciada no século XII, é o monumento histórico mais importante da cidade e combina os estilos manuelino, renascentista e maneirista, com abóbadas de pedra cujas nervuras imitam cordas torcidas e nós, e capelas góticas no claustro. Ao lado, o antigo Paço Episcopal acolhe o Museu Grão Vasco, com o nome do pintor, e em frente ergue-se a Igreja da Misericórdia. Depois, desça pelo centro histórico até ao Rossio e à Praça D. Duarte, e assista a um espetáculo no Teatro Viriato ou a uma noite cultural no Mercado 2 de Maio.

Viseu é uma cidade para desfrutar ao ar livre: as Ecopistas do Vouga e do Dão oferecem mais de uma centena de quilómetros de percursos para caminhar, correr ou pedalar, construídos sobre antigas linhas ferroviárias. Nos arredores, o concelho tem importantes monumentos megalíticos, e a Barragem de Várzea de Calde é um ótimo local para ver o pôr do sol. Viseu é também conhecida pelo artesanato, como o barro preto, as rendas de bilros e o ferro forjado, e pela Feira de São Mateus, que se realiza todos os anos; o feriado municipal é a 21 de setembro.

Viseu não tem ligação ferroviária desde que as linhas de via estreita para o litoral encerraram no final do século XX, pelo que a maioria dos visitantes chega por estrada: a A25 liga a cidade a Aveiro e à Guarda, e a A24 atravessa-a de norte a sul. Na cidade, a rede de autocarros MUV serve todo o concelho, e um funicular liga a parte baixa à parte alta.

A cerveja artesanal em Viseu ainda é uma cena pequena e rara, o que torna a procura de um copo local parte da aventura. Depois de um dia entre a Sé, os jardins e as vinhas do Dão, pergunte por algo acabado de fazer.

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Perguntas frequentes

Não, Viseu não tem ligação ferroviária desde que as linhas de via estreita para o litoral encerraram no final do século XX. A maioria dos visitantes chega por estrada: a A25 liga a cidade a Aveiro e à Guarda, e a A24 atravessa-a de norte a sul. Na cidade, a rede MUV serve todo o concelho.

Use os autocarros MUV e o funicular. A rede MUV serve todo o concelho, e o funicular liga a parte baixa à parte alta da cidade, poupando a subida até ao largo da Sé. Lá em cima, o centro histórico explora-se a pé, descendo pelas ruas antigas até ao Rossio.

Siga para a Ecopista do Vouga e a Ecopista do Dão, construídas sobre antigas linhas ferroviárias. Juntas oferecem mais de uma centena de quilómetros de percursos para caminhar, correr ou pedalar. Para terminar o dia com calma, a Barragem de Várzea de Calde, no concelho, é um ótimo local para ver o pôr do sol.

Comece pela Sé, o monumento histórico mais importante da cidade, iniciada no século XII. As nervuras das suas abóbadas de pedra imitam cordas torcidas e nós. Ao lado, o antigo Paço Episcopal acolhe o Museu Grão Vasco, e em frente ergue-se a Igreja da Misericórdia, antes de descer até ao Rossio e à Praça D. Duarte.