O centro histórico mourisco de Loulé

Loulé é conhecida pelo centro histórico de origem islâmica, a medina de Al-Ulya, onde o alcácer, os banhos e o minarete ainda marcam as ruas. Descubra o mercado neoárabe de 1908, o antigo comércio de figos secos com o Norte da Europa e as ruínas romanas do Cerro da Vila.

1 cervejaria · 1 espaço

Loulé é uma cidade do Algarve, sede de um concelho cuja história remonta a mais de 30 000 anos, aos utensílios de pedra do Paleolítico Superior encontrados em Almancil e Salir. No tempo dos Almorávidas fundou-se aqui a medina de Al-Ulya, com uma malha labiríntica de ruas estreitas e casas-pátio dentro das muralhas. Os seus principais edifícios ainda marcam o centro histórico: o alcácer acolhe hoje o museu municipal, o hammam sobrevive como espaço museológico dos Banhos Islâmicos, e a mesquita principal e o seu minarete deram lugar à Igreja de São Clemente. D. Afonso III conquistou o castelo em 1249 e concedeu foral em 1266.

Depois da conquista, cristãos, judeus e muçulmanos continuaram a participar lado a lado na vida política e económica do concelho, como comprovam as atas de vereação, classificadas como Tesouro Nacional, a mais antiga das quais data de 1384. Pelo menos desde o século XIV, os figos secos e as passas de Loulé chegavam aos mercados do Norte da Europa, nomeadamente à Flandres. O terramoto de 1755 abalou a vila e o seu património, e o tsunami que se seguiu fez vítimas na praia de Quarteira.

A 27 de junho de 1908 foi inaugurado o Mercado Municipal, junto aos Paços do Concelho, um projeto em estilo neoárabe do arquiteto Mota Gomes, só totalmente concluído no início do século XXI. Depois de 1974, o turismo tornou-se o motor da economia local, e Loulé foi elevada a cidade a 1 de fevereiro de 1988. Fora da cidade, ainda se podem visitar as ruínas romanas do Cerro da Vila, outrora um povoado marítimo com porto, termas e mausoléu.

A cerveja artesanal é uma raridade em Loulé, por isso vale a pena estar atento a algo local entre as velhas ruas mouriscas e o mercado.

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Perguntas frequentes

Grande parte da medina almorávida de Al-Ulya ainda marca o centro histórico de Loulé, com ruas estreitas e casas-pátio. O alcácer acolhe hoje o museu municipal, o hammam sobrevive como espaço museológico dos Banhos Islâmicos, e a mesquita principal e o seu minarete deram lugar à Igreja de São Clemente.

O Mercado Municipal é um edifício neoárabe do arquiteto Mota Gomes, inaugurado a 27 de junho de 1908 junto aos Paços do Concelho de Loulé, mas só totalmente concluído no início do século XXI. Fica numa terra elevada a cidade a 1 de fevereiro de 1988, onde o turismo é o motor da economia desde 1974.

Sim, fora da cidade ainda se podem visitar as ruínas romanas do Cerro da Vila, outrora um povoado marítimo com porto, termas e mausoléu. Juntam um capítulo romano a um concelho cuja história remonta a mais de 30 000 anos, aos utensílios de pedra do Paleolítico encontrados em Almancil e Salir.

Pelo menos desde o século XIV, os figos secos e as passas de Loulé chegavam aos mercados do Norte da Europa, nomeadamente à Flandres. As atas de vereação, classificadas como Tesouro Nacional e a mais antiga de 1384, mostram cristãos, judeus e muçulmanos lado a lado na vida política e económica do concelho.