A Covilhã e a Serra da Estrela

A Covilhã é conhecida pela lã, que lhe valeu o nome de 'Manchester portuguesa', e pelas encostas da Serra da Estrela onde se ergue. Continue a ler e descubra muralhas medievais, ruínas de fábricas junto às ribeiras, pomares de cereja e vales glaciares com 20 000 anos.

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A Covilhã, na região Centro, fica nas encostas da Serra da Estrela, que o município descreve como a montanha mais alta de Portugal Continental, integrada no Parque Natural da Serra da Estrela, criado a 16 de julho de 1976. D. Sancho I concedeu foral à vila em 1186 e mandou erguer as suas muralhas, e D. Dinis ordenou mais tarde as muralhas do bairro medieval das Portas do Sol. Covilhanenses participaram nos Descobrimentos portugueses, entre eles o explorador Pêro da Covilhã, e o arquiteto Mateus Fernandes, autor do portal das Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, era da Covilhã.

A tradição industrial da Covilhã cresceu em torno dos têxteis, abastecidos pela lã produzida na região desde a antiguidade, e a cidade foi outrora conhecida como a "Manchester portuguesa". As ribeiras da Carpinteira e da Degoldra, que descem da Serra da Estrela e atravessam o centro, davam energia às fábricas, e as ruínas das antigas fábricas têxteis ainda se alinham nas suas margens. O Marquês de Pombal fundou aqui uma Real Fábrica de lanifícios em 1763, e o rei D. Luís I elevou a Covilhã a cidade a 20 de outubro de 1870. O Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior guarda esta história: o núcleo da Real Fábrica de Panos preserva as tinturarias da manufatura pombalina, e a Real Fábrica Veiga, junto à ribeira da Goldra, foi sede da empresa de lanifícios fundada na Covilhã por José Mendes Veiga em 1784.

Entre os outros museus do município contam-se o Museu de Arte Sacra, num edifício projetado por Raul Lino, com mais de um milhar de peças, e o Museu do Queijo, em Peraboa, dedicado à pastorícia e ao Queijo Serra da Estrela. No Ferro, uma vila rodeada de pomares de cereja, o Centro Interpretativo da Cereja mostra o processo produtivo da cereja. Acima da cidade, o município convida a conhecer os vales glaciares moldados pelo gelo há 20 000 anos.

A cena de cerveja artesanal na Covilhã ainda está à espera de ser descoberta. Depois de um dia na Serra da Estrela, os viajantes podem procurar pela Beira Interior, do Fundão à Guarda, o que se serve na região.

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Perguntas frequentes

A Covilhã é uma cidade da região Centro, nas encostas da Serra da Estrela, que o município descreve como a montanha mais alta de Portugal Continental. Está integrada no Parque Natural da Serra da Estrela, criado em 1976, e foi elevada a cidade em 1870, depois de séculos como vila medieval amuralhada.

O nome vem da indústria têxtil, abastecida pela lã produzida na região desde a antiguidade. As ribeiras que descem da serra e atravessam o centro davam energia às fábricas, o Marquês de Pombal fundou aqui uma Real Fábrica de lanifícios em 1763 e as ruínas das antigas fábricas ainda se alinham nas margens.

O principal é o museu de lanifícios da universidade, que preserva as tinturarias da real fábrica pombalina e a sede de uma empresa de lanifícios fundada em 1784. Entre os outros museus do município contam-se um museu de arte sacra com mais de um milhar de peças e um museu do queijo em Peraboa.

Acima da cidade, o município convida a conhecer os vales glaciares da Serra da Estrela, moldados pelo gelo há 20 000 anos. No Ferro, uma vila rodeada de pomares de cereja, um centro interpretativo mostra o processo produtivo da cereja, e em Peraboa há um museu dedicado à pastorícia e ao Queijo Serra da Estrela.

Os museus fecham à segunda-feira e abrem até às 18:00, quase todos com pausa ao almoço; os horários podem mudar. O museu de lanifícios abre 09:30–12:00 e 14:30–18:00, o de arte sacra 09:30–12:30 e 14:00–18:00 e o museu da cidade, gratuito e com rampa, elevador e WC adaptado, 10:00–13:00 e 14:00–18:00. O centro da cereja abre 10:00–18:00.