Vinho e tradição no Cartaxo

O Cartaxo é conhecido pelo vinho, que segundo o município remonta à fundação do concelho, e promove-se como 'Capital do Vinho' desde 2002. Continue a ler e descubra as vinhas do Campo e do Bairro, um museu pioneiro do vinho, a lenda de uma rainha e uma tradição primaveril no campo.

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O Cartaxo fica no coração do Ribatejo, no distrito de Santarém, onde, nas palavras do município, o campo, o bairro e a lezíria se encontram com o rio Tejo aos pés. Uma via romana de Lisboa (Olisipo) a Santarém (Scallabis), passando por Alenquer, atravessava o território. Segundo a tradição, o nome vem da Rainha Santa Isabel: a caminho do Mosteiro de Almoster, parou junto a uma fonte, ouviu o canto de uns pássaros a que os camponeses chamavam cartaxos ou cartaxinhos e ordenou que o "Lugar da Fonte" passasse a chamar-se "Lugar do Cartaxo".

Segundo o município, a importância do vinho remonta à própria fundação do concelho. A 21 de março de 1312, D. Dinis enviou a carta de foral pelo seu vassalo Garcia Martins; isentava de impostos quem plantasse vinhas nos cinco primeiros anos, em troca da oitava parte do pão, do vinho e do linho em cada ano. A 10 de dezembro de 1815, por alvará dado no Rio de Janeiro, D. João VI concedeu ao Cartaxo a independência administrativa, e a 21 de junho de 1995 foi elevado a cidade. Em finais do século XIX tornou-se o centro de produção vitivinícola mais característico do Vale do Tejo, e grande parte dos seus vinhos seguia de barco para Lisboa.

O município promove a terra como "Cartaxo – Capital do Vinho" desde 2002. As vinhas dividem-se entre o Campo, marcado pelas castas brancas, e o Bairro, onde predominam as castas tintas, e o Cartaxo é referido por Gil Vicente e Almeida Garrett. O Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo é, segundo o município, o mais antigo do país dedicado ao vinho e ao mundo rural.

O feriado municipal é na Quinta-feira de Ascensão, o Dia da Espiga, em que a população sai de manhã cedo para o campo para apanhar um ramo com espigas de trigo, folhas de oliveira, malmequeres e papoilas, guardado em casa até ao ano seguinte.

A cena de cerveja artesanal no Cartaxo ainda está à espera de ser descoberta. Nesta autoproclamada "Capital do Vinho", os viajantes podem procurar na vizinha Santarém e pelo Vale do Tejo o que se serve na região.

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Perguntas frequentes

Segundo a tradição, vem da Rainha Santa Isabel. A caminho do Mosteiro de Almoster, parou junto a uma fonte, ouviu o canto de uns pássaros a que os camponeses chamavam cartaxos ou cartaxinhos e ordenou que o 'Lugar da Fonte' passasse a chamar-se 'Lugar do Cartaxo'. A cidade fica no Ribatejo, no distrito de Santarém.

O município usa o nome desde 2002 e diz que o vinho remonta à fundação do concelho: a carta de foral medieval isentava de impostos quem plantasse vinhas nos cinco primeiros anos. Em finais do século XIX, era o centro vitivinícola mais característico do Vale do Tejo, e grande parte dos seus vinhos seguia de barco para Lisboa.

As vinhas dividem-se entre o Campo, marcado pelas castas brancas, e o Bairro, onde predominam as castas tintas. O museu rural e do vinho do concelho é, segundo o município, o mais antigo do país dedicado ao vinho e ao mundo rural, e a terra é referida pelos escritores Gil Vicente e Almeida Garrett.

A Quinta-feira de Ascensão é o feriado municipal. A população vai de manhã cedo ao campo apanhar um ramo com espigas de trigo, folhas de oliveira, malmequeres e papoilas, que fica guardado em casa até ao ano seguinte. O costume vive-se num concelho onde, segundo o município, o campo, o bairro e a lezíria se encontram com o Tejo.