Albufeira é só praia?

Albufeira, no litoral algarvio, passou de vila piscatória a movimentada estância balnear, mas por detrás das praias esconde-se um centro antigo de raízes romanas e árabes. Visite o museu de arqueologia sobre o mar, o castelo e a ponte medieval de Paderne, e prove a cataplana.

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Albufeira, no litoral algarvio, passou de vila piscatória a uma movimentada estância balnear. Por detrás das praias esconde-se um centro antigo com raízes que remontam aos tempos romanos e árabes.

Os romanos chamaram Baltum à povoação e construíram aquedutos, estradas e pontes, de que ainda existem vestígios. O nome atual vem do árabe "Al-buhera", que o município traduz por "castelo do mar", e durante o domínio árabe as suas sólidas muralhas fizeram dela uma das praças que os árabes conservaram por mais tempo no Algarve. Só caiu nas mãos de D. Afonso III depois da tomada de Faro e, segundo o município, os últimos defensores refugiaram-se numa caverna sob as rochas, a Cova do Xorino. D. Manuel I concedeu-lhe foral a 20 de agosto de 1504. O terramoto de 1755 atingiu Albufeira com especial violência: ondas de 10 metros invadiram a vila, apenas 27 habitações ficaram de pé e a Igreja Matriz, antiga mesquita, desabou sobre a população que ali se refugiara. Em 1833, durante a guerra civil entre absolutistas e liberais, o Remexido cercou e atacou a vila.

A pesca trouxe nova prosperidade a partir de meados do século XIX e, nas primeiras décadas do século XX, a vila exportava peixe e frutos secos a partir de cinco fábricas, antes de um período de decadência entre 1930 e 1960. O turismo chegou no início dos anos 60, primeiro com visitantes portugueses e depois, sobretudo, com os ingleses.

Comece pelo centro antigo, onde o Museu Municipal de Arqueologia ocupa o antigo edifício da Câmara Municipal, de dois pisos sobranceiros ao mar e com as características da arquitetura urbana do sul de Portugal. O acervo percorre a história local desde a Pré-História até ao século XVII, com um vaso neolítico, achados da Villa Romana da Retorta e peças da antiga Igreja Matriz. No interior, os restos do castelo árabe de Paderne e a ponte medieval de Paderne, reconstruída em 1771, oferecem um contraste com o litoral. Não parta sem provar a cataplana, um rico guisado de marisco local cozinhado no recipiente que lhe dá o nome.

A cerveja artesanal em Albufeira ainda é uma raridade, o que torna a procura de um copo local parte da aventura. Depois de um dia de praias, ruelas do centro antigo e marisco, pergunte por algo acabado de fazer.

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Perguntas frequentes

Comece pelo Museu Municipal de Arqueologia, no antigo edifício da Câmara Municipal, de dois pisos sobranceiros ao mar e com as características da arquitetura do sul de Portugal. O acervo percorre a história local desde a Pré-História até ao século XVII, com um vaso neolítico, achados da Villa Romana da Retorta e peças da antiga Igreja Matriz.

Vem do árabe Al-buhera, que o município traduz por "castelo do mar". Os romanos tinham chamado Baltum à povoação. Durante o domínio árabe, as suas sólidas muralhas fizeram dela uma das praças conservadas por mais tempo no Algarve, e só caiu depois da tomada de Faro.

Siga até Paderne, onde os restos do castelo árabe e a ponte medieval, reconstruída em 1771, oferecem um contraste com o litoral. Na cidade, a povoação romana de Baltum deixou vestígios de aquedutos, estradas e pontes, e o museu de arqueologia mostra achados da Villa Romana da Retorta.

Prove a cataplana, um rico guisado de marisco local cozinhado no recipiente que lhe dá o nome. A pesca marcou a vila: trouxe nova prosperidade a partir de meados do século XIX e, no início do século XX, cinco fábricas exportavam peixe e frutos secos, antes de o turismo chegar no início dos anos 60.