Moinhos e pateira à volta de Albergaria-a-Velha
Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, é terra de água, pão e moinhos entre o litoral da Ria de Aveiro e a serra. Siga a Rota dos Moinhos ao longo do rio Caima, suba a uma capela no alto do monte com vista para o mar e observe aves na zona húmida da Pateira de Frossos.
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Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, situa-se na zona de transição entre os concelhos litorais da Ria de Aveiro e as comunidades mais serranas do interior. Terra de água, pão e moinhos, foi elevada a cidade a 6 de abril de 2011, com rios, zonas húmidas e um rico património rural para explorar.
O seu nome remonta a 1117, quando D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, doou estas terras ao fidalgo Gonçalo Eriz, que em troca se comprometeu a manter aberta uma albergaria para acolher viajantes pobres. A Carta do Couto de Osselôa, considerada a certidão de nascimento da terra, é considerada o primeiro documento em que Portugal figura com o título de reino. A povoação passou a ser conhecida como "a-Velha" para se distinguir de Albergaria-a-Nova. Uma lápide da frontaria do primeiro hospital, ali colocada por acórdão de 27 de maio de 1629, conserva-se nos Paços do Concelho, e o concelho foi criado em 1834 ou 1835, consoante as fontes.
O ponto alto é a Rota dos Moinhos, que reúne 14 moinhos em 11 núcleos espalhados pelo concelho. Subsistem vestígios ou registos de mais de 350 moinhos, construídos sobretudo nos séculos XVIII e XIX; os mais importantes ficavam ao longo do rio Caima, cujo caudal estável permitia uma laboração permanente, moendo milho e trigo e descascando até o arroz do Baixo Vouga. Para ter vistas, suba ao Monte da Senhora do Socorro, a 2 km do centro, local de peregrinação cuja capela foi construída em 1857 em cumprimento de uma promessa feita durante a epidemia de cólera de 1855, com panoramas para a serra e para o mar.
Os amantes da natureza devem visitar a Pateira de Frossos, zona húmida de antigos arrozais no Baixo Vouga Lagunar, integrada no sistema da Ria de Aveiro e na Rede Natura 2000. A sua paisagem de bocage, com campos, pastagens e canais ladeados de árvores, abriga cerca de 280 espécies de flora e cerca de 200 espécies de animais, incluindo a lontra, e a avifauna abundante atrai observadores durante todo o ano. O centro de interpretação ali perto ocupa a antiga câmara e cadeia da vila de Frossos, de 1714.
Albergaria-a-Velha fica no entroncamento de algumas das principais vias do país, a A1, a A25, o IC2 e a A29/A17, com o Porto de Aveiro a cerca de 32 km e o aeroporto do Porto a cerca de 78 km.
A cena da cerveja artesanal em Albergaria-a-Velha ainda está por descobrir. Por agora, depois de um dia de moinhos de água, zonas húmidas e vistas do alto do monte, os amantes de cerveja podem alargar os horizontes e explorar o resto da Região de Aveiro.
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Perguntas frequentes
É um percurso que reúne 14 moinhos em 11 núcleos espalhados pelo concelho. Subsistem vestígios ou registos de mais de 350 moinhos, construídos sobretudo nos séculos XVIII e XIX. Os mais importantes ficavam ao longo do rio Caima, cujo caudal estável permitia moer milho e trigo e até descascar arroz durante todo o ano.
Uma zona húmida de antigos arrozais, integrada no sistema da Ria de Aveiro e na Rede Natura 2000. A paisagem de bocage, com campos, pastagens e canais ladeados de árvores, abriga cerca de 280 espécies de flora e 200 de animais, incluindo a lontra, e a avifauna atrai observadores todo o ano. Há um centro de interpretação perto.
De uma albergaria para viajantes pobres. Em 1117, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, doou estas terras a um fidalgo que se comprometeu a mantê-la aberta. A povoação passou a ser conhecida como "a-Velha" para se distinguir de Albergaria-a-Nova, e foi elevada a cidade em 2011.
No Monte da Senhora do Socorro, a 2 km do centro, com panoramas para a serra e para o mar. É local de peregrinação, e a sua capela foi construída em 1857 em cumprimento de uma promessa feita durante a epidemia de cólera de 1855. É uma boa paragem entre os moinhos e a zona húmida.